Até mesmo quando ja se cansou de gritar, e sente a garganta arranhar, você percebe que valeu a pena lutar na guerra dos dias.
Muitas vezes você sente a vida cravando balas dentro do deu coração e segue como um guerreiro, mesmo com o sangue a derramar sobre o chão onde tudo aconteceu.
As vezes tudo o que eu queria era saber como fugir dessa batalha, mas só quem sai são aqueles que lutaram em vão.
Já tentei ser como aqueles que enquanto pedem ajuda lançam granadas contra os inimigos, e até mesmo já fui corrompido a apunhalar um dos maiores amigos onde é mais doloroso.
Continuo respirando esse ar até onde conseguir, e que cada palavra que eu escrevo fique registrada exatamente como a deixei, e que meu velho relógio de bolso quebrado marque as exatas horas em que eu pude agüentar a ultima bala atirada do outro lado.
Mês: maio 2013
Song Des Abends
Hoje a noite passou saltitando
eu me perguntei por que as coisas têm sempre que ser assim
Eu acordei de um pesadelo e me falta ar pra respirar
Não há como ficar confortável nessa velha cidade pacata
Não há amor entre as pessoas que hoje ousam se gabar
Que não não há mais tempo para procurar
O que você decidiu que se cansou de esperar
Sinto a dor de não poder mudar
São coisas que o coração deixou pra trás
Sinto que você me tomou o lar
É como o vento que ousa me tocar
E é por isso que eu repito num plágio de uma vida
Que após tanto tempo aprendendo, eu ainda não sei lidar.
Don’t Fall Asleep At The Helm
Há dias na vida da gente em que a gente olha pra trás, respira e sem nenhum hesito a gente para pra pensar.
Hoje tive pela primeira vez, a sensação de ouvir aqueles velhos versos sofridos que me sangravam o peito de fora a fora.
“Então diga que o tempo fecha todas as feridas, e que pra nós existe uma saída, que nem por um segundo me esqueceu”.
É estranho o fato de querer sentir naquelas coisas que a gente já nem falava mais, aquela dor, e é doloroso o sentimento de não o sentir.
Fecharam-se meus sentimentos dentro de uma caixa de madeira, e trancaram-me nesse lugar escuro sem sonhos a vista.
Sinto como eu uma embarcação, porém ausente de tripulação, como um homem ao mar em meio à infinita imensidão de água salgada, e sem terra a vista.
Não há ancoras, e me recuso a me encarregar sobre o leme, pois sei que a vinte mil léguas abaixo do casco, Davy Jones guarda o que é meu em seu baú.
Escrevo hoje palavras frias sem as sentir, com o intuito de registrar o vazio que me atravessa e corta o ser como uma lamina recém-afiada.
Deixo aqui minha angustia de não a sentir.
No Auge do Sentir
Tristes aqueles que não podem ver
Além do que se diz nos jornais e na TV
Felizes aqueles que choram por sofrer
Hoje dói a dor de não sentir
Hoje me corrói a alma por ter que mentir
Tenho pena dos que nos machucam por prazer
Sinto a dor de mil almas agonizadas a gritar
O silencio machuca mais do que um fuzil
Minha musica vai bater como um punhal
E no final de tudo, meu amigo
Você vai perecer
