Queria eu, hoje, contemplar tua expressão Ao perceber que era sobre questionar a lucidez. Sinto muito ser o mensageiro: nunca foi sobre amor.
Eu escrevi sobre mim — Jamais, e nunca mais, sobre nós. O ego afetou teu julgamento, moça? No que te transformou?
Bloqueia-me do teu ciclo social, Mas não sejas a última a saber: Apagar da memória é enredo de filme, Mas eu não sou ator, e você não é roteirista.
Então finja por mais uma noite, Deite-se na cama e se engane mais. Feche os olhos e se esforce pra que eu suma. “Não tente me esquecer, porque eu não vou deixar.”
Essa será minha última referência Ao nome que escolhi nem mencionar. Mas deixo a mensagem, princesa: A última vez. Meu relógio não marca mais 11:48.
Mas não se preocupe — Teu nome não vai estar vinculado ao meu. Tua imagem permanecerá inabalável, Exceto pela que você deixou no fim.
Corto minha pele com a navalha E escrevo, em sangue e cicatriz, A expressão “nunca mais” — Que é pra me lembrar de esquecer.
Me dá um espacinho na sua agenda. Lembra que eu existo além do lençol. Faz de mim parte real da sua vida. Para de me esconder dos seus amigos.
“Eu bebi saudade a semana inteira pra domingo você me dizer que não sabe o que quer e não quer mais saber.”
Me fez te querer, me fez esperar. Cultivou minha expectativa como sua. Abriu o envelope e não leu o telegrama. Ainda diz que sou melhor, mas não assume (bem baixinho, pra ninguém ouvir).
Outra vez, depois de tudo — ou quando não sobrar nada de melhor — quem sabe tire um tempo pra mim? “Esse fim de semana não dá.”
E eu espero, eu acredito, eu vivo em cores, em cheiros, em fantasia. Eu ouço suas palavras escritas e sinto a sua pele na minha.
Quem sabe no fim do mês, se não desistir até lá, se não encontrar algo melhor, ou antes da dissociação passar?
Você quer meu corpo junto ao seu, gosta de me ouvir dizer o que ninguém diz, me liga de madrugada pra contar da saudade, mas só permanece até o alarme tocar.
Vai expor meu nome ao lado do seu? Vai deixar de pensar tanto e fazer? Os áudios embriagada vão traduzir a verdade, ou apenas a carência da minha atenção?
Será que esse dia vai chegar — se não desistir até lá, se não encontrar outro lar, ou até a ilusão acabar?
Você grita o nome dele quando vomita borboletas? O coração dele também tem seu nome tatuado à mão? Você se pergunta se ainda vai encontrar alguém como eu? Quantas vezes seu coração disparou nos últimos dez anos?
Ainda é meu jeito obcecado que te deixa à vontade? Não importa no que insista em se convencer, eu ainda sou quem tira o seu sono nessas noites, nos fins de semana olhando as estrelas no teto, ouvindo os carros passarem, esperando o telefone tocar. A anestesia acabou — deixa o pensamento te buscar.
Você sussurra o meu nome quando está com ele? Eu fui o melhor que você já teve? Ainda ouve minha playlist quando acorda? Falta tanto assim pra você entender?
Quando as luzes se apagarem e o amor bater à porta, qual será o primeiro nome que irá chamar? De quem vai ser esse espaço ao teu lado, que você jamais deixou de guardar?
E sim, meu bem, eu sei.
“I know that we’re taking chances You told me life was a risk I just have one last question Will it be my heart Or will it be his?”
Não tenha medo: abra as janelas pro sol entrar. Deixa de segredo — me diga o que tem pra falar. Não importa o tempo, mas não pare pra pensar. Tira a poeira da sala e me convida pra te visitar.
Desculpa por te interfonar tão tarde. Eu quis tanto acertar desta vez, mas perco as palavras quando vejo você. Encontrei na tua voz a canção que esqueci de te escrever.
Mas tu já me conheces tão bem, que bastam três garrafas vazias e um impulso vem me dizer como agir. Eu grito as frases de que já te cansaste de ouvir. só para me escutar.
Eu devia esquecer meu celular para não ter chance de te ligar, nem esperar a notificação chegar, pois não há mais ninguém pra me impedir de te esperar.
Os versos que eu nunca acabei, aquele livro que eu jamais lancei, a casa à qual não mais voltei, pois fico esquecido toda vez que me lembro do que já perdi.
Desculpa o peso que eu criei e todas as expectativas em vão. Procuro sempre o equilíbrio ideal, mas é que nunca aprendi a ser outro alguém e não sonhar.
“Então diga…” Diga que tu és a maré viva, pois também sou maré viva. Diga que queres te afogar pra eu poder – te salvar.
Quando chegar o naufrágio, Faz do meu coração tua embarcação.
Eu comecei a fazer pra você, E apaguei não só uma vez, Mas mais vezes do que lembraria de contar.
Os versos se perderam, O sentimento ficou: Distorcido, engasgado, sufocado. O roxo é hematoma, O vermelho, cicatriz. E eu me sinto tão azul.
Jamais ousaria pedir sua alma, Mas o universo nos conectou: Vilões, vítimas, artes, leitura E eu te li muito antes.
Suplico aos céus e aos ventos: Que me deixe em seu filme, Nem que seja um figurante.
Te lia em outros rostos, Em outras fases. A frase que não era pra você Também foi pra você – antes de saber.
Sinto falta da fantasia, Da admiração e da constância. Sinto medo nunca de ter sido errado, Mas de ter sido rejeitado, Repetido, descartado, última opção, Ou opção alguma.
Seu nome está guardado Na minha biblioteca de memórias Com a senha seis e seis. Sua voz está presente Sempre que dedilho as cordas do meu violão.
Não era autossabotagem, Era destino – Só você não entendeu.
Não importam as milhas e milhas de distância, Ou o coração que te separa do meu. É certo, está escrito – não nas estrelas, Na minhas linhas e nas suas.
Não importam os anos e anos de distância, Ou o medo que se une ao meu. É certo, será escrito: O meu nome ao lado do seu
A jaula jamais será prisão se você tem a combinação. Não quero promessa, não quero cobrança. Eu não faço sentido, nunca desejei ser lido.
“Não é porque não foi dito, que não foi vivido. Não foi porque não foi reafirmado que não foi sentido.”
E pra não perder o hábito: “Só quero que você entenda: Mesmo se não for pra ser, será.”
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