Esse texto é sobre o Grêmio?

Azar no jogo, sorte no amor. Eu já perdi as contas de quantas vezes eu já ouvi, reproduzi, questionei e confiei nesse dito popular. Esse ano o meu time de futebol, aquele que sou torcedor fanático, que me deu grandes alegrias ao longo dos anos, não me deu um único momento de felicidade. Desde o primeiro dia do campeonato, já sinalizava que respirava por aparelhos, pelo menos isso mostravam os sinais, as estatísticas, as pessoas que gostam de mim, as que não gostam tanto assim, e as que nem me conhecem. Eu sempre acreditei que tudo daria certo, afinal, foi o tricolor que me trouxe tanta alegria anteriormente, que conquistou meu coração, e que de repente mudou. E como mudou. E eu não percebia, ainda estava lá acreditando, com o coração entregue, durante um ano inteiro, eu não enxergava o que estava ali diante dos meus olhos. Era como se eu tentasse segurar com as mãos, mas escorria pelos lados, não estava mais sob meu controle. Foi quando eu percebi essa tendência de valorizar tanto os momentos bons, que eu chego a me desprender da realidade e partir rumo a um mundo de fantasias, meu universo pessoal. Em épocas diferentes a vida veio me mostrando as coincidências que reforçam alguns dos ditos populares mais antigos, e eu percebo de fato, de forma concreta, a incoerência presente entre o amor e o jogo. São conceitos assíncronos, inversamente proporcionais na minha vida. Hoje tenho medo de que o Grêmio nunca seja campeão novamente. Mas também tenho medo que volte a ser.