Onze horas, quarenta e oito minutos e zero nove segundos

Um quadro abstrato e caótico
Uma confusão arquitetada,
Com a intenção ofuscada –
O acaso nos fez suas peças

A aleatoriedade do universo
Meu ceticismo exacerbado
As infinitas possibilidades
A tentativa de não fantasiar

Mas estava logo diante dos meus olhos
Eu, duvidando da lucidez, reparei:
O mesmo rosto, a mesma silhueta
As roupas, a mesma veia na testa

Tentei não reparar. Fingi não ver
Tive medo do que pensaria
Corri dali, sem cumprimentar,
Sem saber se viu, se queria ter visto

Em meio à fumaça cinza, consegui enxergar
Uma luz em um lugar desconhecido,
O sol naquele instante tão específico
A probabilidade que beira o impossível

Se os sinais são reais, pergunto-me:
O que o universo tenta escrever?
Seria um humor trágico
Ou um romance épico?

Um filme do Hitchcock
Resta-me saber meu papel:
De vítima ou agressor –
Psicose ou amor?

(18/07/2025)

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Autor: Alex Machado

Eu fecho os olhos só pra te visitar - Eu sonho só pra ter paz.

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