
No banco de trás,
Na sala de espera,
A bagunça interna
O que dizer hoje ou na próxima?
O que esconder a relevância?
“Como foi a semana?”
Bagunça, caos, desespero,
Sete dias em quarenta minutos
“Até semana que vem”
No banco de trás,
Com a cabeça no travesseiro,
O zumbido grita, as vozes sussurram
Vale a pena anotar?
Melhor tomar um comprimido e dormir.
Amanheceu sem sol
Se eu não usar, adeus concentração.
O que vai me impedir de sentir?
Quem vai fazer isso sumir?
Como vou provar que existo?
No banco de trás,
Deitado no sofá da sala,
TV desligada, estática não para,
O celular não toca,
A notificação nunca chega.
“Abrace o travesseiro, garoto
E finja que ela está do seu lado”
É só mais um impulso que vai passar.
Quando o copo vai transbordar?
Quando vou acreditar que vai passar?
(04/09/2025 – 17:08)
