Vinte e Duas Horas e Quarenta e Quatro Minutos

Queria eu, hoje, contemplar tua expressão
Ao perceber que era sobre questionar a lucidez.
Sinto muito ser o mensageiro: nunca foi sobre amor.

Eu escrevi sobre mim —
Jamais, e nunca mais, sobre nós.
O ego afetou teu julgamento, moça?
No que te transformou?

Bloqueia-me do teu ciclo social,
Mas não sejas a última a saber:
Apagar da memória é enredo de filme,
Mas eu não sou ator, e você não é roteirista.

Então finja por mais uma noite,
Deite-se na cama e se engane mais.
Feche os olhos e se esforce pra que eu suma.
“Não tente me esquecer, porque eu não vou deixar.”

Essa será minha última referência
Ao nome que escolhi nem mencionar.
Mas deixo a mensagem, princesa:
A última vez. Meu relógio não marca mais 11:48.

Mas não se preocupe —
Teu nome não vai estar vinculado ao meu.
Tua imagem permanecerá inabalável,
Exceto pela que você deixou no fim.

Corto minha pele com a navalha
E escrevo, em sangue e cicatriz,
A expressão “nunca mais” —
Que é pra me lembrar de esquecer.

(11/11/2025)
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Autor: Alex Machado

Eu fecho os olhos só pra te visitar - Eu sonho só pra ter paz.

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