




Algumas memórias não mudam.
Mas a forma como voltamos a elas muda.
A referência vem de uma cena de Breaking Bad em que Jane Margolis comenta que, ao observar por muito tempo as pinturas de Georgia O’Keeffe, você começa a perceber coisas diferentes.
Não porque a obra mudou — mas porque quem olha já não é o mesmo.
Por isso a mesma imagem aparece repetida.
É sempre a mesma “pintura”, mas atravessada por estados diferentes: refúgio, conexão, nostalgia, culpa e memória.
Algumas experiências acabam assim.
Elas não passam totalmente.
Só ficam ali, como um quadro no museu, esperando o momento em que alguém — talvez você mesmo — volte para olhar de novo.
