Eu tenho certeza sobre suas dúvidas
Eu tenho duvida quanto às certezas
O sentido que não se pode sentir
O sentimento que não faz sentido
(05/11/2016)
Eu tenho certeza sobre suas dúvidas
Eu tenho duvida quanto às certezas
O sentido que não se pode sentir
O sentimento que não faz sentido
(05/11/2016)
Eu sou a ponte de transição entre dois mundos
Eu sou o presente que liga o passado ao futuro
Eu sou fechado demais
eu sou um livro aberto
“Por que não vais embora daqui?”
Dizem que me querem por perto
O que eu faço pra continuar vivendo?
Dizem que eu não sei escrever se não for falar de amor
Dizem que eu só sei expor meu lamento
Dizem o que eu não quero mais saber
Dizem o que me recuso a entender
Eu sou a droga que liga a zona sul à periferia
Eu sou o contraste entre seu carnaval e meu tango
Eu sou a água e eu sou o vinho
Eu sou a cicatriz e o espinho
(07/05/2016)
Hoje a noite passou saltitando
eu me perguntei por que as coisas têm sempre que ser assim
Eu acordei de um pesadelo e me falta ar pra respirar
Não há como ficar confortável nessa maldita cidade
Não há amor entre as pessoas que hoje ousam se gabar
Que não não há mais tempo para procurar
O que você decidiu que se cansou de esperar
Sinto a dor de não poder mudar
São coisas que o coração deixou pra trás
Sinto que você me tomou o lar
É como o vento que ousa me tocar
E é por isso que eu repito num plágio de uma vida
Que após tanto tempo aprendendo, eu ainda não sei lidar.
(30/05/2013)
Sempre que eu procuro alguma forma de racionalizar o que aconteceu entre você e eu, parece que é uma daquelas decisões impossíveis de racionalizar – talvez fosse mais fácil se você apenas me dissesse sua versão das coisas.
Eu me lembro que meu interesse era pequeno, eu estava desiludido, desinteressado, enterrado até o pescoço em um ciclo de autopiedade seguido de autodestruição e auto sabotagem. E você estava ali, era só uma notificação, que convenhamos, mesmo que se tratasse de um diálogo ainda mais longo do que eu mantinha com qualquer outra pessoa naqueles meses iniciais de 2018, ainda eram poucos minutos. Eu não queria conversar, eu talvez quisesse passar o tempo, mas eu não estava pronto pra me entregar pra você.
Mas é pode ter sido na primeira vez que eu ouvi sua voz enquanto via seu rosto pessoalmente pela primeira vez – ao menos essa foi a versão que eu escolhi contar pra você e pra mim, e quem não gostaria? Parece tão romântico que dói. Mas o fato é que eu te vi entrar no meu carro e a gente foi até o cinema assistir um filme – que eu nem me lembro mais qual foi – mas ainda melhor do que o filme, foram aqueles sei lá, quarenta minutos (?) que a gente só conversou na praça de alimentação sobre o tudo e o nada antes do filme começar. E depois do filme uma surpresa um pouco menos romântica, mas como eu já deixei claro inúmeras vezes, meus interesses eram poucos, embora já estivessem grandes demais até para que eu percebesse, até porque se tratava das primeiras horas que eu te conheci. E aí veio o dia dia e em pouco tempo eu percebi o quanto eu amava estar perto daquela pessoa maravilhosa, que é até hoje a melhor pessoa que eu já conheci. E você retribuiu – já nem sei mais se retribuiu, mas quem é que pode mensurar ou mesmo compreender a intensidade dos sentimentos?
O tempo passou e eu vi em você uma casa, e eu construí ali tudo que eu precisava e que eu jamais teria descoberto antes em ninguém, muito menos em mim mesmo.
Eu não percebi quando morreu em você, e eu continuei cada vez mais me comprometendo e prendendo meus alicerces em uma casa que pra você já tinha mais aparência de um daqueles hotéis que se passa não mais do que mais um fim de semana. Eu errei e eu sofri, e me dói muito tentar compreender o que aconteceu nesse tempo de desarmonia que foi tanta que eu mesmo não percebi a existência.
E desde então, não existe um dia ou noite que eu não questiono suas razões ou o que eu fiz de errado. Eu nunca vou ser capaz de compreender como algo tão importante acabaria assim do nada. Mas não foi do nada, certo? Eu comecei tudo de uma forma desinteressada e escrevi um contro de fadas que talvez nunca tivesse existido e eu não consigo mais compreender que era só uma estória e não uma história. E eu sinto sua falta, assim como vou sentir até o fim dos meus dias. E tudo bem o fato de eu nunca compreender. Talvez fosse pra ser sentido o amor, da mesma forma que agora é pra sentir o luto eterno e a incerteza sobre o que foi tudo aquilo que aconteceu, especialmente naquele bizarro ano de 2018.
>What abou that girl you saw last night?
>Well, she looked nice at first, but then she said something very politically incorrect.
>What about the one before this? The goth one.
>She dislikes all the pop punk songs I love
>Damn, and the girl from tinder last month?
>Her nose looked different from the picture, plus I couldn’t stand the noise she makes when she laughs.
>Well, at least you made her laugh. What about the readhead you dated for a while last year?
>She was problematic, I was problematic as well…
>… Aren’t you still?
>Maybe I am and always will be. Maybe I’m doomed to be forever alone.
>Have you EVER met a girl who you could stand for more than six months?
>Yes, I did. I once dated a girl I could wake up everyday by her side. She was perfect once, now no one else is.
>….
>But she’s gone and I can’t make it right. So now I’m doomed for the misery of my everyday. But oh I’d be happy to watch her smile once again for something stupid I said. I’d say all the politically incorrect jokes that used to make her embarassed and funny. I would drive around with her with no direction just listening to all pop punk songs we loved on the radio. And I would be flattered to listen all about her problems as I tried to figure them out on my own way, or merely listen carefully to all the details on her face. But she’s gone and I can’t make it right. No one else can fix it now.
A madrugada foi fria noite passada, mais uma vez uma sequência escura de meio-pesadelos-meio-sonhos em que você estava lá diante de mim. Já se passaram 1.157 noites desde a primeira vez que sempre que você aparece no meu subconsciente durante o sono, eu não acordo feliz com aquele sorriso de antes. Durante todas essas noites, sem exceção, eu te vejo lá como protagonista do meu sonhar, seja quando você heroicamente volta para dizer aquelas “verdades não ditas” e que ainda pode me salvar, se eu não conseguir, e às vezes eu sou quem chega pra te salvar de uma das suas crises, mas convenhamos, você nunca precisou ser salva por ninguém que não você mesmo ou outra parte que também vem de ti – outras vezes você vem me atormentar e me dizer que eu nunca fui pra você o que você foi pra mim, e me mostrar tudo que eu fiz de errado e as coisas que ainda faço e sou, ainda que eu tente negar a mim, a você e ao mundo.
Algumas vezes eu acordo no meio da madrugada sufocado por uma corda que eu mesmo posicionei na minha traqueia, mas uma parte de mim erroneamente insiste em te acusar. E as vezes estou disposto a puxar o gatilho preso à minha cabeça, mas eu sei que eu e você somos extremamente contra aqueles que portam os gatilhos, certo? Então nesse caso eu simplesmente tento dormir, me reviro na cama procurando seu corpo para me abraçar e me encho com o nada até o sol nascer e eu vestir a fantasia de felicidade e torcer para que um dia eu me esqueça de que se trata de um devaneio. Mas para ser sincero, algumas vezes acordo energizado como se você tivesse de fato estado ali, por cerca de duas a seis horas (vai saber como funciona o tempo no mundo dos sonhos), e ao longo do dia o sorriso vai gradativamente dando lugar a um choque de realidade, e pasmem, não é que você não está aqui? E não esteve nas últimas 1.157 noites em que eu precisei de você. Assim como eu não estive com você também nos últimos meses que a gente podia se encostar e se falar assuntos cotidianos, e agora são conversas de 20 minutos como desconhecidos que compartilham apenas uma coisa em comum, que ambos desejamos no fundo que não existisse mais essa ligação. Talvez mais você do que eu, devo confessar.
Apenas gostaria de poder te dizer tudo isso que eu registro nesse texto que eu não espero ser lido por ninguém, muito menos por você, assim como as entrelinhas, as profundidades e banalidades de tudo que eu quis te contar em cada minuto de cada hora de cada dia de cada mês de cada ano desde que você se foi de verdade. Ainda que eu saiba que estou condenado a uma vida vivida sem a felicidade que eu só posso encontrar em você, eu espero sinceramente que sua decisão a tenha feito feliz, e que continue sempre forte e feliz como desejou. Na minha concepção, o amor da nossa vida só se encontra uma vez, e você foi o meu. Espero que encontre ou tenha encontrado o seu, nem que seja em si mesma. E do fundo do coração, é isso que conecta todos os meus meio-sonhos-meio-pesadelos que tenho tido todas essas noites, sem exceção. O desejo e esperança de que você seja a pessoa mais feliz do mundo, porque esse é o único conforto que eu poderia ter nesse mundo tão estranho.
Azar no jogo, sorte no amor. Eu já perdi as contas de quantas vezes eu já ouvi, reproduzi, questionei e confiei nesse dito popular. Esse ano o meu time de futebol, aquele que sou torcedor fanático, que me deu grandes alegrias ao longo dos anos, não me deu um único momento de felicidade. Desde o primeiro dia do campeonato, já sinalizava que respirava por aparelhos, pelo menos isso mostravam os sinais, as estatísticas, as pessoas que gostam de mim, as que não gostam tanto assim, e as que nem me conhecem. Eu sempre acreditei que tudo daria certo, afinal, foi o tricolor que me trouxe tanta alegria anteriormente, que conquistou meu coração, e que de repente mudou. E como mudou. E eu não percebia, ainda estava lá acreditando, com o coração entregue, durante um ano inteiro, eu não enxergava o que estava ali diante dos meus olhos. Era como se eu tentasse segurar com as mãos, mas escorria pelos lados, não estava mais sob meu controle. Foi quando eu percebi essa tendência de valorizar tanto os momentos bons, que eu chego a me desprender da realidade e partir rumo a um mundo de fantasias, meu universo pessoal. Em épocas diferentes a vida veio me mostrando as coincidências que reforçam alguns dos ditos populares mais antigos, e eu percebo de fato, de forma concreta, a incoerência presente entre o amor e o jogo. São conceitos assíncronos, inversamente proporcionais na minha vida. Hoje tenho medo de que o Grêmio nunca seja campeão novamente. Mas também tenho medo que volte a ser.
Eu já cansei de todos os rostos que encontrei
De todas os gestos e vozes que escutei
Se eu sei que nenhuma delas é você
Se cada manhã eu acordasse com sua mensagem
Ah meu bem, eu encontraria minha paz
Não é que eu queira te impedir de sonhar
Nem tampouco te desejar infeliz
Mas é que eu tô morrendo de saudade de você
Mas se hoje cê tivesse aqui do meu lado
Eu nem ia querer cantar o que senti todo esse tempo
Eu ia parar pra escutar sua respiração
Eu ia parar pra admirar os seus trejeitos
E só de pensar eu já me emociono e penso
Que bom seria se cê tivesse aqui
Será que depois de tanto tempo deu pra perceber? Que toda tempestade um dia há de passar, que nem todas as máscaras do mundo são capazes de esconder o que existe dentro de você? Será que já guardou no lugar aquela velha bagunça que eu deixei, pensando em voltar pra arrumar? Que não adianta fugir dos monstros que a gente mesmo faz, tem que lutar. E foi alimentando esse monstro tão grande que o caos começou, se lembra? Eu fingia nem ligar, você esperava que fechando os olhos ele ia embora, mas não foi. E eu nem percebi quando sua boca branqueou, e suas mãos tremiam diante daquilo. Eu como sempre achava tudo uma grande piada, e isso só tornaram ainda maiores os problemas. Nem a terapia parecia me ajudar quando você foi embora, eu fingia achar graça quando você dizia que não queria voltar, mas o fim foi quando percebi que não se tratava de uma comédia, mas de uma tragédia (e quem negaria que a linha entre os dois é tão tênue que pode confundir até a mais brilhante das visões). Percebi que leva muito tempo pra construir, pouco tempo pra desistir e uma vida de arrependimentos pra tentar reerguer, mas dói o coração e desmorona. E eu que me achava esperto demais, não fui capaz de insistir, deixei cair, quem sabe abrir espaço pra mais alguma coisa ali. Mas com a calmaria vem o refresco, quando tudo já está perdido, a gente perde o medo. Você partiu, e foi ruim demais, mas levou contigo o monstro que a gente criou. Ele não está mais comigo, e não está com você, ele se foi, da forma mais dolorosa e destrutiva possível, mas se foi pra não mais voltar. E agora quase inteiro, vejo você do outro lado e me pergunto aquilo que eu só sei dentro do mundo das ideias. Você precisava de tempo e não sabia, levou contigo algo que você se importava muito, agora vem a calmaria. Será que ainda existe indecisão aí dentro? Aqui mora a certeza de mudanças e de querer estar ao seu lado apesar de qualquer tempestade, pra juntos vencermos os nossos monstros. Mas se não quiser, ainda posso estar inteiro pra me ajudar e te ajudar sempre que precisar. Não se vence a tempestade saltando ao mar.
Palavras mal faladas, celular bloqueado
Corpo cansado, cabeça estafada
Sentimento de fracasso, a casa desarrumada
Estante empoeirada, coração rejeitado
Eu fecho os olhos só pra te visitar
Eu durmo no tapete da sala de estar
o som da TV é que me mostra
Que nada mais importa
Com os dois pés no chão, eu sinto um calafrio
Esfrego os olhos e te procuro do outro lado do colchão
As mensagens não recebidas, a resposta ainda é não
um abraço no escuro, silenciada ferida
Eu fecho os olhos só pra te visitar
Eu acordo toda noite esperando te encontrar
É sua voz quem me diz
“eu te fiz feliz?”