Sobre

whatsapp image 2026 03 27 at 22.57.30Sobre o autor e o abismo

Der Versagen é um projeto criado por Alex Machado de Oliveira Junior — não como uma tentativa de explicar o que sente, mas como uma forma de sobreviver a isso. Aqui, o autor não se coloca como alguém que observa o abismo à distância. Ele escreve de dentro.

Ao longo dos anos, os textos foram se transformando junto com quem os escreveu. O que começa como expressão emocional crua, quase impulsiva, aos poucos incorpora consciência, linguagem, estrutura — sem nunca perder a origem: a necessidade de registrar aquilo que não cabe em silêncio.

Este não é um espaço de respostas. É um espaço de exposição.


O conceito

Der Versagen não é apenas um blog. É um arquivo vivo.

Um lugar onde falhas, excessos, ausências e tentativas coexistem sem a obrigação de se resolverem. O nome — que remete à ideia de “fracasso” — não funciona como sentença, mas como ponto de partida. Aqui, falhar não é o fim de algo, mas muitas vezes o único registro possível de que algo existiu.

O projeto se constrói sobre camadas: emocionais, simbólicas, temporais. Não há uma linha reta. Há fases, rupturas, retornos, silêncios longos e reaparições inevitáveis.


A obra

Os textos não seguem um formato único. Alguns são quase narrativos. Outros se aproximam de poemas. Há registros fragmentados, reflexões diretas, construções mais abstratas e momentos de total desorganização emocional transformados em linguagem.

Cada fase do blog carrega uma estética própria — às vezes mais descritiva, às vezes mais simbólica, às vezes mais técnica. Não existe uma tentativa de padronizar. Pelo contrário: a mudança faz parte da obra.

Ler Der Versagen não é acompanhar uma história linear, mas atravessar estados diferentes de uma mesma consciência em movimento.


O que você encontrará aqui

Você encontrará textos que falam de ausência, memória, deslocamento, identidade, falha e continuidade.

Mas também encontrará variações disso tudo: momentos mais diretos, outros mais cifrados; textos que parecem pedidos de ajuda e outros que soam como relatórios frios de um sistema interno em colapso.

Nem tudo foi escrito para ser entendido imediatamente. Algumas coisas só fazem sentido depois. Outras talvez nunca façam — e isso também faz parte.


Influências

A base emocional e estética do projeto passa por referências do emo, do pop punk e de narrativas confessionais intensas. Entre as influências mais diretas estão Fresno (especialmente os projetos paralelos de Lucas Silveira) e Esteban Tavares, tanto pela carga emocional quanto pela forma de transformar vulnerabilidade em linguagem.

Também há ecos de narrativas mais existenciais e autorreflexivas, onde o foco não está apenas no que é sentido, mas em como isso se organiza — ou falha em se organizar — dentro da própria mente.

Nesse ponto, algumas influências ampliam esse eixo.

BoJack Horseman aparece menos como referência estética e mais como lente emocional: a capacidade de sustentar contradições, de coexistir lucidez e autossabotagem, e de transformar o colapso interno em narrativa consciente, quase analítica, sem aliviar o peso do que está sendo dito.

PC Siqueira atravessa o projeto na forma mais crua de exposição pessoal — especialmente na ideia de falar antes de organizar completamente, de registrar o pensamento ainda em processo, com todas as falhas, interrupções e excessos que isso implica.

Ronnie Radke e Oli Sykes contribuem com a dimensão performática da dor: a transformação de experiências internas intensas em linguagem estética, sonora ou textual, sem diluir sua agressividade ou dramaticidade. Existe aqui uma permissão para exagerar, para tensionar, para não suavizar o que é desconfortável.

Já Duncan Trussell se manifesta de forma mais sutil, na abertura para o abstrato, o existencial e o quase filosófico — especialmente quando os textos deixam de tentar nomear diretamente o que é sentido e passam a contornar, expandir ou até dissolver essas experiências em algo menos literal.

Der Versagen não tenta reproduzir nenhuma dessas influências. Ele as absorve, atravessa e reorganiza dentro de uma experiência pessoal contínua — onde cada referência funciona mais como um ponto de ressonância do que como um modelo a ser seguido.